quinta-feira, 3 de maio de 2012

Desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) passou por muitas mudanças, com importantes conquistas na legislação nos últimos 25 anos. Porém é difícil fugir da conclusão de que essa modalidade de ensino está relegada ao segundo plano na agenda dos governantes e da própria sociedade. Basta ver as alarmantes estatísticas sobre analfabetismo: 14,1 milhões de brasileiros com mais de 15 anos (9,7% da população) que não sabem ler nem escrever e mais de 38 milhões de analfabetos funcionais, incapazes de entender um texto mais complexo que um bilhete simples.

Os especialistas são unânimes em afirmar que a única forma de melhorar os indicadores é respeitar as especificidades desse público - gente que não terminou, ou nem sequer iniciou, o ensino regular. Entre os problemas apontados, estão o currículo (muitas vezes uma adaptação dos conteúdos do Ensino Fundamental), a formação inadequada dos professores, a prática de convocar voluntários (muitos sem preparo) para alfabetizar jovens e adultos e a polêmica em torno da idade mínima para matricular-se na EJA (hoje é 15 anos, há quem lute para aumentar para 18 anos, numa tentativa de forçar os mais jovens a permanecer nas redes regulares de ensino).

De um lado, a EJA passou a receber mais recursos graças ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), ainda que os valores pagos sejam os menores do sistema. De outro, há uma variedade de programas surgidos nos últimos anos, como Brasil Alfabetizado, Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que concorrem com a EJA e revelam as dificuldades de apontar um caminho eficaz para o setor.
O resultado dessa falta de consenso são altos índices de evasão: 42,7% dos 8 milhões de brasileiros que frequentaram classes de EJA até 2006 não concluíram nenhum segmento do curso, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007. E, tão preocupante quanto, a redução no total de matrículas nesse segmento: de 3,5 milhões de estudantes, em 2006, para 2,8 milhões, no ano passado, apenas no Ensino Fundamental. Mudar essa realidade é essencial para garantir que o Brasil ocupe um lugar de mais destaque no cenário internacional.

Gráfico: Fábio Luca

Como a nova geração usa as novas tecnologias.
Por: Cíntia Albuquerque Bittencourt

O número de crianças que desde cedo já sabem usar um celular e computadores de última geração é cada vez maior, parece que elas já nascem sabendo administrar esse utensílios melhor do que as gerações passadas que fizeram o uso de cursos de informática para se adaptar a esta nova era que estava chegando e não ficar obsoleto.
O número de crianças brasileiras que acessam tecnologias como computadores e celulares vem crescendo a cada dia como mostra uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil, onde 65% das crianças de 5 a 9 ano usam algum aparelho móvel e 57% cessaram alguma vez na vida um computador.
Pensando neste futuro público as empresas já estão se preparando para atendê-los, visando uma navegação mais adequada as suas idades e que não mostre resultados insatisfatórios para os pais, pois sabe-se que a internet é perigosa para as crianças. Um exemplo é o buscados feito especialmente para as crianças e com aprovação total dos pais que é o caso do “kidRex” do Google, onde as crianças podem fazer suas buscas na internet livremente que o mecanismo de busca filtra os conteúdos impróprios e mostra somente links permitidos para as crianças.
Os computadores já vem com um dispositivo que é para controle dos pais, onde é liberado somente alguns sites, outros que tenham um conteúdo mais adulto ficam bloqueados para as crianças, o que facilita um pouco a vida dos pais em relação ao que seus filhos vão encontrar na internet.
A presença desses meios eletrônicos desde cedo na vida das crianças deve ser estudado e controlado, pois o impacto das mídias em suas vidas é algo ainda não controlado. Porém as empresas estão sempre lançando algum programa novo para que a internet vire um local seguro para os jovens e adultos.